14/04/2011

EVE iniciado para um novo cultivo de ostras da Rede de Ostreicultores da Bahia em Graciosa (9/04/2011)

Reunião do grupo de Graciosa

Um novo cultivo de ostras da Rede de Ostreicultores da Bahia começa a ser estruturado na comunidade de Graciosa, no município de Taperoá/BA. Em uma reunião realizada no sábado (9 de abril de 2011), contando com a presença de 12 mulheres e 4 homens pescadores e marisqueiras, a equipe técnica do Marsol iniciou o Estudo de Viabilidade Econômica para dar início a um novo cultivo de ostras. Somando as informações adquiridas com outros cultivadores das regiões vizinhas, o grupo demonstrou grande interesse em organizar o cultivo por lá. Segundo Cecinha, uma das pescadoras que participam do grupo, o cultivo de ostras pode representar uma mudança em suas vidas, com uma maior organização e a possibilidade de complemento de renda.
Apresentação das mulheres de Graciosa
 
Texto: Deise Queiroz, bolsista de Gestão Social. Fotografias: Natali Lordello

05/04/2011

1° atividade de intercâmbio da Rede de Ostreicultores da Bahia (Ilha da Banca 02/04/2011).



Com o objetivo de colocar em prática a primeira ação de intercâmbio estabelecida pela rede de ostreicultores da Bahia na última capacitação foi implantado na comunidade de Ilha da Banca, município de Jaguaripe-BA, um novo cultivo de ostra.
Existia no local um cultivo abandonado, fato que chamou a atenção de toda equipe técnica, portanto foi feita algumas ponderações e perguntas aos produtores:
Porque o cultivo foi abandonado?
E se acontecer o mesmo com o novo cultivo?
Qual o comprometimento dos produtores locais com esse empreendimento?
Essa última questão se tornou a chave para a implantação do cultivo, que depois das observações feitas se tornou incerta. A única produtora remanescente do último cultivo, Dona Maria, apontou os erros do cultivo; “O antigo grupo não tinha interesse em fazer o manejo do cultivo, e por um tempo fiz as atividades sozinha. Porém, no último ano não foi possível continuar por falta de saúde. Eu garanto que esse novo grupo tem comprometimento e disposição de fazer esse cultivo produzir.”
Estado em que se encontrava o cultivo abandonado

Produtores de cinco comunidades participaram do intercâmbio: Fátima, Cristina e Naná (Ponta Grossa) que foi a comunidade que disponibilizou as estacas para o novo cultivo; Nildo, Robson e Valmir (Graciosa); Jailton e Zé Filho (Taperoá); Fernando e Maria (Matarandiba) e Arlan (Batateira). Essa mobilização serviu como exemplo de comprometimento e ajuda mútua entre os ostreicultores da rede, que mobilizou ainda mais os produtores locais.
Primeiramente, o antigo cultivo passou por uma limpeza, onde todas as travessas foram retiradas já que estavam quebradas e sem nenhuma possibilidade de reaproveitamento, os travesseiros remanescentes foram levados à praia onde foi manejado posteriormente. No cultivo existiam duas estruturas montadas; uma de concreto e outra de ferro, as estacas de concreto foram mantidas com o intuito de reativar o antigo cultivo, já a estrutura de ferro foi retirada, pois algumas hastes de sustentação apresentavam corrosão e poderiam se tornar um perigo caso alguma parte da estrutura se rompesse. Assim, enquanto alguns produtores trabalhavam na limpeza os outros instalavam as novas estacas. A fixação foi feita atrás do antigo cultivo, entre o cultivo e o manguezal, dessa maneira o cultivo não atrapalha o acesso das marisqueiras ao mangue. Foram fixadas 16 estacas que triplicou o tamanho do cultivo, tomando como referência as estacas de concreto que existiam no local. As bases (travessas) de sustentação dos travesseiros foram feitas reaproveitando as barras de ferro da estrutura descartada, que foram cerradas e amarradas nas estacas. Por falta de material o cultivo não foi totalmente completado, mas os produtores locais se comprometeram em terminar de colocar as bases de sustentação dos travesseiros, intuitivamente essa ação servirá como ‘dever de casa’ da comunidade.
Nova mesa montada
 Alguns depoimentos de quem participou da atividade:
Robson: “Show de bola, isso evidencia o comprometimento da rede, e serve de exemplo para todos da rede que pode dar certo.” “Estou saindo com lucros, algo somou e multiplicou em minha vida e vou usar o que aprendi aqui no meu cultivo”.

Fernando: “Muito gratificante, essa é a primeira vez que participo ativamente de uma atividade desse tipo, vamos fazer o mesmo em Matarandiba.”

Zé Filho: “Achei ótimo, só não gostei do tamanho dos travesseiros, é muito grande.” Essa preocupação de Zé foi sanada por Fátima, que mostrou de que maneira os travesseiros são usados, menor do que ele tinha observado no cultivo.

Jailton: “Devemos fazer um catálogo das articulações com fotos e depoimentos, para mostrar o fortalecimento da rede, e posteriormente disponibilizar esse material nos pontos de comercialização.”
Pose para foto no fim do trabalho no mar
Fátima ensinando
Limpeza das ostras
Posteriormente, as ações se concentraram nos travesseiros do antigo cultivo que foram levados para terra. Todas as ostras que estavam dentro dos travesseiros estavam mortas e foram descartadas, mas algumas ostras estavam fixadas fora dos petrechos e se mantinham vivas. Enquanto alguns limpavam as ostras, outras pessoas confeccionavam novos travesseiros, essa ação resultou em dois travesseiros com duzentas ostras de tamanho médio (6 – 7cm) em cada travesseiro, quatro travesseiros com trezentas ostras de tamanho pequeno (3 – 6cm) em cada travesseiro, e um travesseiro com cento e oitenta ostras de tamanho pequeno (3 – 6cm), totalizando 1780 ostras.

Travesseiros povoados
No final, alguns produtores da comunidade de Ilha da Banca fizeram as seguintes declarações:

Montando os travesseiros
Almiro: “Gostei da força, minha galera da rede veio e estou muito feliz. Foi Zé Mário que me fez acreditar em tudo isso, eu estava desacreditado. Fátima disponibilizou todo o material, e sou muito grato por isso. Nildo se comprometeu a me dar 1000 ostras pra fazer um teste aqui, como a água aqui é salgada vamos ver como a ostra vai se desenvolver.”

Maria: “Agora tenho motivo para discutir, participar e perguntar nas reuniões da rede.”

Foi assim o início do novo cultivo da comunidade de Ilha da Banca, componente da Rede de Ostreicultores da Bahia.

Escrito por Joaquim Ramos Lessa Filho - Bolsista de Produção. Fotos Miguel Accioly

 

01/03/2011

ACC "Mapeamento Biorregional Participativo em Comunidades Costeiras Tradicionais como Ferramenta para Educação Ambiental"




Neste semestre de 2011.1 o departamento de Botânica do Instituto de Biologia, através do Professor Miguel Accioly, oferecerá 10 vagas para estudantes de diversas áreas participarem da ACC "Mapeamento Biorregional Participativo em Comunidades Costeiras Tradicionais como Ferramenta para Educação Ambiental".

A seleção está aberta para estudantes das seguintes áreas: Biologia, Oceanografia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharias, Ciências Sociais, Geografia, Serviço Social, Gênero e Diversidade, Gestão Pública e Social, Administração, Economia, Comunicação, Direito, Saúdes, Pedagogia, Licenciaturas, Artes, e Bacharelados Interdisciplinares.

Segue abaixo sugestão de calendário para a disciplina, bem como o lacal da aula pública e seleção.


Sugestão de Calendário (sujeito a reprogramação coletiva):

21/03 às 17h - Aula Pública para apresentação do Projeto da ACC na Sala 2 do Instituto de Biologia
25/03 às 9h - Seleção Coletiva na sala 4 do Instituto de Biologia
A partir de 28/03 - Aulas semanais em horário a combinar
31/04 a 01/05 - Primeira Oficina em Campo
21 e 22/05 - Segunda Oficina em Campo
11 a 12/06 - Terceira Oficina em Campo
18 e 19/06 - Quarta Oficina em Campo
4/07 - Quinta Oficina em Campo (Apresentação Final do Trabalho)
11/07 - Avaliação

21/02/2011

ACC "Mapeamento Biorregional Participativo em Comunidades Costeiras Tradicionais como Ferramenta para Educação Ambiental"


Neste semestre de 2011.1 o departamento de Botânica do Instituto de Biologia, através do Professor Miguel Accioly, oferecerá 10 vagas para estudantes de diversas áreas participarem da ACC "Mapeamento Biorregional Participativo em Comunidades Costeiras Tradicionais como Ferramenta para Educação Ambiental".

Esta atividade abordará os seguintes temas: Mapeamento Biorregional sobre questões ambientais e sociais; Avaliação Ambiental Rural e Marinha; Sensibilização Social em Comunidades Tradicionais de Pesca; Diagnóstico Participativo; Planejamento Estratégico Comunitário; Troca de Saberes Acadêmicos/Tradicionais; e Avaliação de Intervenção Social; Maricultura Familiar Solidária.

Este projeto surgiu de uma demanda espontânea de algumas comunidades do Baixo Sul Baiano que já vem trabalhando junto ao Programa de Maricultura Familiar Solidária - MarSol/UFBA - que atualmente coordena e desenvolve junto ao Projeto Semeie Ostras (Ministério da Pesca e Aquicultura e UFBA) atividades de ostreicultura nessa região. Os/as trabalhadores/as da pesca artesanal e mariscagem sentiram a necessidade de minimizar a pressão extrativista e garantir a preservação dos recursos ambientais, base do seu sustento, através de intervenções voltadas para conscientização dos problemas mediante a prática da educação ambiental.

O Projeto Semeie Ostras transversaliza as temáticas de gênero, educação ambiental, co-manejo de recursos naturais, maricultura artesanal e comercialização em rede nos diversos espaços. A sua concepção parte de uma visão mais ampla do processo de aprendizagem e aplicação dos conhecimentos, que ao contrário da abordagem cognitiva conservadora, situa-se numa prática que é parte do processo de construção social da realidade, entrelaçada com a cultura e a política constituindo comunidades de prática. Tendo como base uma proposta de "aprender fazer fazendo" sem hierarquia de saberes. Dessa maneira se dará também a metodologia da Atividade Curricular em Comunidade proposta.

Tendo como objetivo geral empoderar as comunidades com instrumentos de diagnóstico e planejamento ambiental, os mapas biorregionais, com vistas a promover a sustentabilidade das atividades produtivas nas comunidades. Incentivando também a conservação ambiental, a redução de conflitos de uso dos territórios produtivos, o aumento da participação social em espaços de regulação e a fiscalização institucional.

A seleção está aberta para estudantes das seguintes áreas: Biologia, Oceanografia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharias, Ciências Sociais, Geografia, Serviço Social, Gênero e Diversidade, Gestão Pública e Social, Administração, Economia, Comunicação, Direito, Saúdes, Pedagogia, Licenciaturas e Bacharelados Interdisciplinares.


Sugestão de Calendário (sujeito a reprogramação coletiva):

21/03 às 17h - Aula Pública para apresentação do Projeto da ACC
25/03 às 9h - Seleção Coletiva
A partir de 28/03 - Aulas semanais em horário a combinar
31/04 a 01/05 - Primeira Oficina em Campo
21 e 22/05 - Segunda Oficina em Campo
11 a 12/06 - Terceira Oficina em Campo
18 e 19/06 - Quarta Oficina em Campo
4/07 - Quinta Oficina em Campo (Apresentação Final do Trabalho)
11/07 - Avaliação



30/11/2010

ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS DAS OSTRAS ENCONTRADAS NAS COMUNIDADES DE TAPEROÁ, GALEÃO, BATATEIRA, GRACIOSA E PORTO DO CAMPO


Ostras de Porto do Campo sendo preparadas para análise

Desde julho de 2010 as coletas de amostras de ostras são realizadas nas comunidades de Taperoá, Galeão, Batateira, Graciosa e Porto do Campo, com o objetivo de consolidar a ostreicultura, a começar pelo controle sanitário que é uma das metas mais importantes para as etapas de manejo e comercialização segura.



 
Ostras despolpadas para análise microbiológica

O Instituto de Farmácia da UFBA, responsável pela execução do estudo laboratorial, realizou os laudos a partir de análises microbiológicas das ostras obtidas dos cultivos destas comunidades, em tamanho comercial, para indicar os Níveis de coliformes e de bactérias do gênero Estafilococos (que causam infecções cutâneas e urinárias), Vibrio (agente causador da cólera e de infecções gastrointestinais) e Salmonela (provocam diarréia, vômito, náuseas intensas). Estas são as análises obrigatórias para avaliar as condições dos alimentos comercializados para ingestão in natura, de acordo com as normas da Vigilância Sanitária.

 Os dados obtidos são avaliados pela equipe técnica do Programa Marsol e encaminhados para as comunidades interessadas.